Guia de carreira: diretoria, confiança e demissão
Você não joga sozinho: existe uma diretoria com expectativas e uma torcida com paciência limitada. Os dois medidores no topo da tela — Dir. e Tor. — não são enfeite. Quando a confiança da diretoria cai abaixo de um limite, a demissão é automática.
Os dois medidores
| Medidor | O que representa |
|---|---|
| Dir. | Confiança da diretoria. É o que decide se você continua no cargo. Sobe com resultados e metas cumpridas; cai com derrotas e campanha ruim. |
| Tor. | Confiança da torcida. Pressiona indiretamente — torcida insatisfeita faz a diretoria cobrar reação. |
Como a demissão acontece
Três coisas puxam o gatilho, e elas se combinam:
- Confiança abaixo do limite. Existe um piso: se a confiança da diretoria cair abaixo dele, a demissão é imediata, sem aviso.
- Sequência de derrotas. Um número de derrotas seguidas dispara o risco — mas só quando a confiança já está baixa. Enquanto a sequência está ativa, a confiança fica com um teto, ou seja, você não consegue se recuperar totalmente sem ganhar.
- Último lugar. A partir de certa rodada, estar na lanterna passa a contar como risco extra.
A checagem acontece no fim da rodada ou quando uma sequência ruim se forma. Por isso uma vitória isolada no meio de uma crise ajuda mais do que parece: ela quebra a sequência.
O sinal de alerta antes do fim
Antes de demitir, a diretoria avisa. Mensagens como "a diretoria cobra uma reação imediata" ou "a imprensa aponta erros táticos" são o aviso formal. Quando elas aparecem, você ainda tem tempo — mas não muito.
Metas da temporada
No começo do ano a diretoria define o que espera. As metas variam com o tamanho do clube: em um grande pode ser "terminar entre os 2 primeiros"; em um pequeno, escapar do rebaixamento. Cumprir metas sobe a confiança e libera bônus de caixa.
Elas aparecem no hub e vão sendo marcadas como no caminho ou em risco conforme a campanha anda. Ganhar o título nacional dá bônus de caixa e de confiança.
Sendo demitido — e recontratado
Ser demitido não encerra a carreira. Depois da demissão chegam propostas de outros clubes, e aí entra a sua reputação: clubes pequenos exigem menos, clubes grandes exigem currículo. Quanto mais alta a exigência do mercado, menos propostas fáceis aparecem.
O salário oferecido varia dentro de uma faixa — quanto melhor sua campanha, melhor a proposta. Também dá para pedir demissão por conta própria quando surge algo melhor.
O currículo do técnico
Cada temporada fica registrada: clube, posição final, títulos conquistados. Esse histórico alimenta a Sala de Troféus e a reputação que os clubes consultam quando pensam em te contratar.
Títulos continentais e mundiais pesam mais que títulos nacionais, e uma sequência de campanhas boas no mesmo clube constrói uma carreira mais sólida que pular de clube todo ano.
Finanças
O caixa vem de premiação, patrocínios, bilheteria e venda de jogadores. Sai em salários, contratações e ações da aba Finanças — treinos, campanhas de marketing, jantar com a diretoria. Cada ação tem preço e efeito.
Caixa negativo não te demite sozinho, mas limita o mercado justamente quando você precisa reagir. Clube pequeno vive de vender bem; clube grande, de não desperdiçar.
Perguntas frequentes
Fui demitido e a carreira acabou?
Não. Você fica sem clube e recebe propostas. A carreira continua, com o currículo inteiro preservado.
Dá para recusar todas as propostas e esperar uma melhor?
Dá, mas quanto mais tempo sem clube, menos interessante você fica. Clube pequeno agora costuma valer mais que clube grande hipotético depois.
A confiança volta a subir sozinha?
Só com resultado. Enquanto a sequência de derrotas estiver ativa, existe um teto que impede a recuperação completa — é preciso vencer para destravar.
Trocar de clube no meio da temporada atrapalha?
O mundo continua vivo: o clube que você deixou segue jogando, e o novo tem o elenco e o caixa reais dele. Você assume a campanha em andamento, com a posição que estiver na tabela.